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quinta-feira, 1 de julho de 2010


Eu estava aqui. Ele estava lá. Eu não podia deixar de mentalizá-lo. Ele não podia tirar os olhos de mim. Eu fingia estar envolvida no romance que acontecia no livro que tinha em mãos, ele fingia se concentrar na música que arrebatava seus fones de ouvido. Eu queria falar com ele. Ele sentia a necessidade de um contato com maior proximidade. Eu não encontrava coragem suficiente para dirigir-lhe uma palavra. Ele pensava que eu o esnobaria caso tentasse alguma aproximação. A cada esgueirada de olhar, minhas belas sensações pareciam alargar. A cada dia que passava sem me ver, seu coração parecia permanecer numa explosiva quentura. De dez textos que escrevia, onze eram sobre ele. De vinte músicas que com seu violão tocava, trinta eram cantadas com uma imagem mental de minha pessoa. Um dia levantei-me, um movimento repentino que ele fez parecido. Minhas pernas cambaleavam enquanto movia-me. As dele pareciam conhecer a superfície de uma maneira que jamais poderia ser rotulada como leviana. Eu parei. Ele parou. Meus lábios se dispuseram a articular poucas palavras. Os dele não quiseram falar. Quiseram agir. Quiseram beijar, provocar paixão. E os meus quiseram corresponder. E desde então, nós dois não quisemos parar.
Clare
@Demon

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